Há 10 anos atrás: as câmeras de 2016 que marcaram uma geração de fotógrafos e filmmakers
O ano de 2016 ocupa um lugar especial na história da fotografia e do audiovisual. Foi um período de transição real: o mercado começou a abandonar definitivamente a ideia de que câmeras serviam apenas para fotografia estática, enquanto o vídeo, especialmente o 4K, passou a ser parte central do processo criativo.
Mirrorless ganharam força, DSLRs se reinventaram e fabricantes passaram a olhar com mais atenção para criadores híbridos, que fotografavam, filmavam e produziam conteúdo com o mesmo equipamento.
A seguir, relembramos algumas das câmeras mais icônicas lançadas em 2016, modelos que fizeram parte da trajetória de milhares de fotógrafos e filmmakers ao redor do mundo.
Fujifilm X-Pro2 – identidade, fotografia e alma autoral
A Fujifilm X-Pro2 representou um salto importante para a Fujifilm. Com sensor X-Trans III de 24MP, construção premium e um design inspirado nas rangefinders clássicas, ela foi pensada para quem enxerga a fotografia como narrativa.
Não era uma câmera “genérica”: era uma ferramenta voltada para fotografia de rua, documental e autoral. Para muitos, foi o modelo que consolidou a Fujifilm como uma marca com identidade própria, estética, cromática e filosófica.
Fujifilm X-T2 – a Fuji que virou referência híbrida
Enquanto a X-Pro2 olhava para o passado, a X-T2 olhava para o futuro. Com gravação em 4K, autofoco mais rápido e ergonomia inspirada nas DSLRs, ela se tornou uma das câmeras mais equilibradas do mercado na época.
Foi a escolha de muitos fotógrafos que começaram a explorar o vídeo com mais seriedade, sem abrir mão da qualidade fotográfica que a linha X já entregava.
Canon EOS 5D Mark IV – a evolução de um clássico
A Canon EOS 5D Mark IV chegou cercada de expectativas. Sucessora direta de um dos modelos mais populares da história, ela trouxe melhorias importantes em sensor, autofoco e vídeo 4K.
Mesmo com debates sobre codecs e recortes no vídeo, a 5D Mark IV manteve o que sempre foi sua essência: confiabilidade, qualidade de imagem e presença massiva em trabalhos profissionais, de casamentos a publicidade.
Canon EOS 80D – o equilíbrio que conquistou o mercado
A EOS 80D talvez não tenha sido a mais chamativa, mas foi uma das mais inteligentes. Com sensor APS-C, Dual Pixel AF e excelente desempenho geral, tornou-se uma das câmeras mais usadas por criadores que buscavam custo-benefício real.
Foi a porta de entrada de muitos fotógrafos e videomakers para um trabalho mais consistente e profissional.
Nikon D500 – a APS-C que virou lenda
A Nikon D500 é, até hoje, lembrada como uma das melhores câmeras APS-C já feitas. Rápida, robusta e com autofoco herdado das full frames profissionais, ela foi pensada para ação, esportes e natureza.
Em 2016, mostrou que sensor crop não significava limitação — e redefiniu o que se esperava desse formato.
Nikon D5 – desempenho absoluto
A Nikon D5 foi a materialização da palavra “flagship”. Criada para ambientes extremos, baixa luz e situações críticas, ela representava o auge da tecnologia DSLR da marca naquele momento.
Uma câmera feita para quem não pode errar.
Sony a6300 – o avanço definitivo do mirrorless
A Sony a6300 teve um impacto enorme no mercado. Compacta, rápida, com excelente autofoco e vídeo 4K, ela ajudou a mudar a percepção sobre câmeras mirrorless.
Foi uma das responsáveis por colocar a Sony definitivamente no radar de fotógrafos e filmmakers que buscavam mobilidade sem abrir mão de desempenho.
Panasonic Lumix G85 / G80 – o híbrido acessível que mudou o jogo
A Panasonic Lumix G85 (G80) foi, para muitos, a câmera que consolidou a Panasonic como referência em vídeo acessível e híbrido.
Com gravação em 4K, estabilização no corpo e um ecossistema voltado para criadores independentes, ela democratizou recursos que antes estavam restritos a produções mais caras. Foi uma câmera que colocou muita gente para filmar de verdade.
Um ano que ainda ecoa
Relembrar as câmeras de 2016 é entender um momento em que o mercado começou a se alinhar com o criador. Foi ali que fotografia e vídeo passaram a caminhar juntos, que o híbrido deixou de ser exceção e que novas linguagens visuais começaram a ganhar forma.
Na Raitai Tecnologia, a gente valoriza essa história porque ela explica o presente e ajuda a projetar o futuro da tecnologia.